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Rio de Janeiro: das invasões corsárias às disputas territoriais Mário Meira
Rio de Janeiro: das invasões corsárias às disputas territoriais
Mário Meira
As câmaras municipais constituíram-se em um dos mais notáveis mecanismos de manutenção do vasto império ultramarino português. Originavam-se dos antigos conselhos medievais, aglutinavam os interesses das elites coloniais ao serem compostas pelos homens bons da colônia, detinham considerável poder sobre a sociedade local além de terem a liberdade de representar ao rei de Portugal seus anseios ou dificuldades. Paralelo, ao poder do senado da câmara municipal, encontravam-se as autoridades régias: os governadores coloniais. Este compartilhamento do poder na colônia gerava, muitas vezes, conflitos entre a câmara municipal e os governadores. Tal situação agrava-se com as incursões corsárias francesas de 1710 e 1711 que demonstraram a fragilidade do império português que, incapaz de conter os inimigos no vasto oceano, dependia dos recursos humanos de suas colônias. Entretanto todo este esforço para a guerra, enclausurando o Rio de Janeiro entre muralhas e fortificações, ás custas da economia colonial, colocou em campos opostos os funcionários do rei e os membros do senado resultando em inevitáveis conflitos pelo uso e posse do território urbano do Rio de Janeiro no século XVIII.
| Mediji | Grāmatas Paperback Book (Grāmata ar mīksto vāku un līmēto muguru) |
| Izlaists | 2019. gada 24. oktobris |
| ISBN13 | 9783639835311 |
| Izdevēji | Novas Edicoes Academicas |
| Lapas | 144 |
| Izmēri | 150 × 220 × 9 mm · 233 g |
| Valoda | Vācu |
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